13 março 2015

Texto | Um anjo na multidão



"Por um instante imaginei que minha alma havia deixado de habitar meu ser quando, diante dos meus olhos, contemplei um anjo sem asas, mas de mesmo esplendor.

Admirei-o por tempo suficiente para notar que eu ainda respirava e que minha face ardia com um rubor repentino. Estaria eu, perdendo a pouca sanidade  que me restara diante daquela visão?

A multidão, que antes desaparecera, agora ressurgia ao meu redor e aos poucos vi meu anjo se perder entre rostos desconhecidos e desaparecer tão sublime como se mostrara.

Ali, permaneci a fitar o vazio que sua ausência deixara, rezando para vê-la mais uma vez. Estaria eu, louco por imaginar-la em meus braços? De certo devo estar, mas por ela eu seria um eterno alucinado e lutar por seu amor. 

Ai de mim! Ai de mim se os deuses do destino me permitissem tal honra. 

Sozinho, recuperei meu rumo na multidão e retirei-me sem nada dizer, convencido de que não a veria tão breve nessa vida."



Um comentário:

  1. Oi Ju, tudo bem? Amei o texto, adoro coisas profundas assim *-* Bjs
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